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    <title>autismo</title>
    <link>https://lodelpreprod.univ-rennes2.fr/cfla/index.php?id=171</link>
    <description>Términos del Índice</description>
    <language>fr</language>
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    <item>
      <title>Autismo, Deficiência e Neurodiversidade: Provocações para pensar um conceito disputado e seus efeitos em pesquisas no/a partir do Sul Global</title>
      <link>https://lodelpreprod.univ-rennes2.fr/cfla/index.php?id=341</link>
      <description>Neste texto realizamos uma reflexão sobre as coproduções e as interseccionalidades das categorias “neurodiversidade” e “deficiência” na Academia e no Ativismo. Neste movimento, perguntamos como a categoria “neurodiversidade” está sendo pensada e materializada nas práticas de ativistas autistas, tendo como objetivo problematizar as concepções e reivindicações de direitos através da categoria ‘neurodiversidade’ que habilitem sua “antropofagia glocal”. A partir de uma revisão bibliográfica sobre o tema e da participação observante em pesquisas emancipatórias acadêmico-ativistas de autistas, buscamos conjugar um duplo movimento: tensionar críticas acadêmicas a partir de um movimento social de autistas; e tensionar críticas de ativistas globais a partir das articulações de um coletivo acadêmico-ativista no Brasil. Como contribuição ao debate, mostramos, na prática do coletivo, como o movimento ativista brasileiro aciona uma “identidade neurodiversa” como articuladora biopolítica de uma coletividade, ao mesmo tempo em que entende o autismo como “deficiência”, na chave do Modelo Social e dos Direitos Humanos, conceito que habita as principais legislações brasileiras sobre o tema. This paper analyses the co-production and intersectionality of the ‘neurodiversity’ and ‘disability’ categories in academic and activist circles. It reflects on how the category ‘neurodiversity’ is thought about and materialised in the practices of autistic activists, in order to problematise the conceptions and rights claims that enable its ‘glocal anthropophagy’. On the basis of a bibliographical review and observation-based participation in emancipatory academic-activist research on autistic people, the aim is twofold: to question academic critique on the basis of a social movement of autistic people; and to question global activist critique on the basis of the articulations of an academic-activist collective in Brazil. To contribute to the debate, the text shows that in the practice of the collective, the Brazilian activist movement puts forward a ‘neurodiverse identity’ as the biopolitical articulator of a collectivity, while understanding autism as a ‘disability’ in the key of the social model and human rights – a concept present in the primary Brazilian legislation on the subject. </description>
      <pubDate>ven., 06 déc. 2024 12:32:09 +0100</pubDate>
      <lastBuildDate>ven., 26 sept. 2025 10:10:31 +0200</lastBuildDate>
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      <title>Saberes sobre o autismo e saberes autistas</title>
      <link>https://lodelpreprod.univ-rennes2.fr/cfla/index.php?id=373</link>
      <description>Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre as tensões históricas e atuais entre os saberes dominantes sobre o autismo e os saberes autistas, destacando sua relação com a neuronormatividade. É feita uma análise das injustiças epistêmicas sofridas pelas pessoas e comunidades a/Autistas, demonstrando como os saberes autistas são frequentemente marginalizados e descreditados pelos grupos dominantes. O conceito de neurodiversidade é mobilizado para ilustrar e denunciar a recusa desses grupos em reconhecer e utilizar os saberes autistas, uma atitude que perpetua a estigmatização e a opressão das pessoas e comunidades a/Autistas. De forma semelhante, os fenômenos do duplo problema da empatia e do camuflagem social são utilizados para ilustrar e criticar a Neurodiversidade “Lite” e a instrumentalização dos recursos hermenêuticos desenvolvidos pelos a/Autistas. O artigo conclui com um convite para cultivar a humildade epistêmica e adotar uma postura engajada e militante, de auto-desempoderamento, ou uma combinação dessas posturas, para romper com as práticas que geram injustiças epistêmicas e com a Neurodiversidade “Lite”. This article offers a critical reflection on the historical and current tensions between dominant knowledge about autism and autistic knowledge, highlighting their relationship to neuronormativity. It analyses the epistemic injustices suffered by autistic people and communities, demonstrating how autistic knowledge is often marginalised and discredited by dominant groups. The concept of neurodiversity is used to illustrate and denounce the refusal of these groups to recognise and use autistic knowledge, an attitude that perpetuates the stigmatisation and oppression of autistic people and communities. The phenomena of the dual problem of empathy and social camouflage are used to illustrate and criticise Neurodiversity Lite and the instrumentalisation of the hermeneutic resources developed by autistic people. The article concludes with an invitation to cultivate epistemic humility and to adopt a committed and militant posture, a posture of self-disempowerment, or a combination of these postures, in order to break with practices that are sources of epistemic injustice as well as with Neurodiversity Lite. </description>
      <pubDate>jeu., 12 déc. 2024 17:46:02 +0100</pubDate>
      <lastBuildDate>ven., 26 sept. 2025 10:09:22 +0200</lastBuildDate>
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      <title>Sobre parabólicas e coisas sem nome: a autocorpografia autista na poesia de Pedro de Lucena e Callum Brazzó</title>
      <link>https://lodelpreprod.univ-rennes2.fr/cfla/index.php?id=314</link>
      <description>O presente artigo tem por objetivo analisar duas obras poéticas com traços autobiográficos: Parabólicas (2018), de Pedro de Lucena, e Movement: performance poetry written down (2019), de Callum Brazzó. Ambas foram escritas por autores autistas e apresentam o corpo como arquivo de convergência de memórias. A análise baseia-se no conceito de autocorpografia, cunhado por Adelaine LaGuardia (2014). Tal conceito, oriundo do estudo de autobiografias de pessoas transexuais, revela a necessidade de desconstrução do corpo textualizado pela literatura médica para, assim, reescrevê-lo coletivamente sob outros signos. A fundamentação teórica para o desenvolvimento do trabalho transita entre os Estudos Literários, os Estudos da Deficiência e os Estudos Culturais. Como resultado, observa-se que a apropriação da escrita autocorpográfica por meio de um gênero literário às margens do mercado editorial (a poesia) oferece uma alternativa à ideia do autismo como auto isolamento. A partir da livre manifestação de demandas sensoriais do corpo autista na poesia, Lucena e Brazzó reescrevem o corpo autista como um corpo em constante movimento, inapreensível em sua plenitude pela linguagem. Este artículo pretende analizar dos obras poéticas con rasgos autobiográficos: Parabólicas (2018), de Pedro de Lucena, y Movement: performance poetry written down (2019), de Callum Brazzó. Ambas fueron escritas por autores autistas y presentan el cuerpo como un archivo donde confluyen los recuerdos. El análisis se basa en el concepto de autocorpografía, acuñado por Adelaine LaGuardia (2014). Este concepto, derivado del estudio de autobiografías de personas transexuales, revela la necesidad de deconstruir el cuerpo textualizado por la literatura médica para reescribirlo colectivamente bajo otros signos. La base teórica para el desarrollo del trabajo se mueve entre los Estudios Literarios, los Estudios sobre Discapacidad y los Estudios Culturales. Como resultado, se observó que la apropiación de la escritura autocorpográfica a través de un género literario al margen del mercado editorial (la poesía) ofrece una alternativa a la idea del autismo como autoaislamiento. A partir de la libre manifestación de las demandas sensoriales del cuerpo autista en la poesía, Lucena y Brazzó reescriben el cuerpo autista como un cuerpo en constante movimiento, inaprensible en su plenitud a través del lenguaje. This article aims to analyse two poetic works with autobiographical traits: Parabólicas (2018), by Pedro de Lucena, and Movement: Performance poetry written down (2019), by Callum Brazzó. Both were written by autistic authors and present the body as an archive where memories converge. The analysis is based on the concept of autocorpography created by Adelaine LaGuardia (2014). This concept, derived from the study of autobiographies of transgender people, reveals the need to deconstruct the body textualised by medical literature in order to rewrite it collectively under other signs. The theoretical basis of this work lies between literary studies, disability studies and cultural studies. It shows that the appropriation of autocorpographic writing through a literary genre on the fringes of the publishing market (poetry) offers an alternative to the idea of autism as self-isolation. Based on the free manifestation of sensory demands of the autistic body in poetry, Lucena and Brazzó rewrite the autistic body as a body in constant movement, elusive in its fullness by language. </description>
      <pubDate>ven., 06 déc. 2024 10:49:53 +0100</pubDate>
      <lastBuildDate>ven., 26 sept. 2025 10:04:46 +0200</lastBuildDate>
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      <title>Uma crítica autista à racionalidade masculina: articulações entre feminismo e neurodiversidade</title>
      <link>https://lodelpreprod.univ-rennes2.fr/cfla/index.php?id=170</link>
      <description>Este texto discute as concepções normativas do autismo como déficit e como ausência de humanidade acompanhando os questionamentos propostos por Mel Baggs, ativista autista estadunidense, em vídeos compartilhados em rede social pública. Aliando sua produção a um referencial feminista, queer e dos estudos críticos da deficiência, começamos investigando as relações entre as tecnologias do gênero, da raça e da sexualidade com os transtornos mentais, passando pela conexão entre o diagnóstico de autismo e o capitalismo contemporâneo. Damos destaque a uma descrição crítica da racionalidade masculina, que traça os limites dentro dos quais o indivíduo moderno é engendrado como ideal regulatório na teleologia normativa das teorias psicológicas do desenvolvimento e materializado pelas instituições disciplinares, enfatizando suas reverberações nos discursos e práticas em torno do autismo. Percorremos as controvérsias a respeito da independência na articulação entre as tecnologias da escrita e as pessoas autistas, contrapondo-a à noção de interdependência elaborada pelos estudos críticos da deficiência. Em conclusão, buscamos fazer ouvir afirmativas contra-hegemônicas da percepção autista, retornando principalmente ao trabalho político de Mel Baggs para ressaltar a subversão do movimento da neurodiversidade no interior das categorias médicas e psicológicas que desumanizam o autismo. This text discusses normative conceptions that see autism as a deficit and absence of humanity, starting from questions posed by Mel Baggs, an American autistic activist, in videos shared on social networks. By intersecting her work with feminist, queer, and critical disability studies, we first analyse the relationships between technologies of gender, race, and sexuality with mental disorders, as well as the link between the diagnosis of autism and contemporary capitalism. We highlight a critical description of masculine rationality, tracing the limits within which the modern individual is conceived as a regulative ideal in the normative teleology of developmental psychological theories and materialised by disciplinary institutions, highlighting its repercussions in the discourses and practices around autism. We review the controversies concerning independence in the articulation between writing technologies and autistic people, contrasting them with the notion of interdependence developed by critical disability studies. In conclusion, we seek to give voice to the counter-hegemonic claims of autistic perception, based on the political work of Mel Baggs, in order to highlight the subversive aspect of the neurodiversity movement within the medical and psychological categories that dehumanise autism. Este texto discute las concepciones normativas del autismo como déficit y como ausencia de humanidad, siguiendo los aportes propuestos por Mel Baggs, activista autista estadounidense, en vídeos compartidos en una red social pública. Combinando su trabajo con un marco feminista, queer y de estudios críticos sobre discapacidad, comenzamos investigando la relación entre las tecnologías de género, raza y sexualidad y los trastornos mentales, y la conexión entre el diagnóstico de autismo y el capitalismo contemporáneo. Destacamos una descripción crítica de la racionalidad masculina, que rastrea los límites dentro de los cuales el individuo moderno es engendrado como ideal regulador en la teleología normativa de las teorías psicológicas del desarrollo y materializado por las instituciones disciplinarias, haciendo hincapié en sus ecos en los discursos y prácticas en torno al autismo. Recorremos las controversias en torno a la independencia en la articulación entre las tecnologías de la escritura y los autistas, contrastándola con la noción de interdependencia elaborada por los estudios críticos de la discapacidad. En conclusión, buscamos hacer oír afirmaciones contrahegemónicas de la percepción autista, retomando principalmente el trabajo político de Mel Baggs para destacar la subversión del movimiento de la neurodiversidad dentro de las categorías médicas y psicológicas que deshumanizan el autismo. </description>
      <pubDate>lun., 11 déc. 2023 12:16:55 +0100</pubDate>
      <lastBuildDate>jeu., 25 sept. 2025 09:58:10 +0200</lastBuildDate>
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